Campanha Nacional da saúde auditiva
Preocupada com a alta incidência de problemas auditivos em nossa população, a Sociedade Brasileira de Otologia (SBO) promove, desde 2004, a Campanha Nacional da Saúde Auditiva. A iniciativa, que conta com o apoio da Associação Brasileira de otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, traz um amplo programa de informação, que tem como objetivo conscientizar a população, esclarecendo sobre a perda auditiva, seu impacto social, suas diversas causas e as possibilidades atuais de tratamento.

O ouvido humano é um órgão muito precioso e por isso merece cuidado especial. Por ser responsável pela audição, nosso ouvido nos proporciona sensações incríveis, como poder ouvir uma boa música, o som dos pássaros cantando ou mesmo a conversa com nossos amigos e familiares.

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Mas será que estamos tratando nosso ouvido com carinho?

O hábito de ouvir música alta em tocadores de MP3, MP4 e iPod tem trazido sérios problemas para os ouvidos que possuem estruturas muito especializadas e delicadas, responsáveis pela audição.

Os tocadores de MP3, MP4 e iPod atuais são tão potentes que podem atingir uma intensidade sonora de até 120 dB, em seu volume máximo. Para se ter uma idéia, isto equivale à intensidade de uma turbina de avião durante a decolagem!

Mas o ouvido humano sofre com isso e, quando exposto a sons acima de 85 dB por tempo prolongado, que seria o barulho do trânsito numa avenida movimentada, já pode apresentar perdas auditivas. O grande problema é que este tipo de perda auditiva costuma ser irreversível. Em alguns casos uma única exposição a sons intensos pode prejudicar a audição para sempre.

Além da perda de audição, o som muito alto de tocadores de MP3, baladas e shows, pode agredir o ouvido de outras formas causando zumbido e dificuldade de entendimento.

Ou seja:

  • Pessoas jovens terão problemas auditivos muito antes que seus pais e avós.
  • Para proteger o ouvido bastam alguns simples cuidados:
  • Deixe o volume do tocador de MP3, MP4 e iPod na metade o volume máximo do aparelho.
  • Fique atento para que o som saído dos fones não seja ouvido pelos amigos ao redor.
  • Evite ficar muitas horas seguidas ouvindo MP3, MP4 e iPod.
  • Procure ajuda médica tão logo seja percebida qualquer alteração da audição.

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Respeite o limite da sua audição

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Respeite os limites da sua audição. O ouvido humano também tem os seus limites. Um único som acima do limite do aceitável pode danificar de forma irreversível a sua audição. Por isso, é importante estar atento. A poluição sonora, shows, trio-elétricos, estampidos ou trabalhar em locais excessivamente ruidosos podem expor as pessoas a riscos auditivos desnecessários.

  • Uma questão de saúde pública

A perda auditiva é considerada um problema de saúde pública. De acordo com o senso, 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBJE), 24,5 milhors de pessoas são portadoras de algum tipo de deficiência, o que corresponde a 14,5% da população brasileira. Dessas, 5,7% milhões possuem deficiência auditiva.
A desinformação é um dos fatores que contribuem para o aumento dos problemas auditivos. O brasileiro ainda não se acostumou com uma cultura de prevenções e muitas vezes expõe a sua audição a riscos desnecessários.
A surdez pode se desenvolver de diversas maneiras. Quando genética, pode ser detectada nos primeiros dias de vida e tratada com sucesso. Na terceira idade, quando ocorre um processo natural de envelhecimento dos órgãos, buscando tratamento, é possível conviver normalmente com o problema, sem comprometer a qualidade de vida. Na fase adulta, a pessoa deve evitar se expor a ruídos, principalmente no trabalho, pois assim diminuirá futuros problemas.

  • Jovens: um grupo de risco

Os jovens entre os grupos mais desinformados. Todos os anos, milhares de adolescentes apresentam alguma perda de audição, seja por ouvir música excessivamente alta em concertos de rock ou no automóvel, pelo uso inadequado de aparelhos de som ou por passar o carnaval bem perto de caixas superpotentes dos clubes e trio-elétricos, que chegam a atingir intensidades sonoras da ordem de 120 dBNA (perto do limiar da dor).
Poucos entre eles, sabem que uma pessoa não pode permanecer em um ambiente com atividade sonora de 85 dBNA de intensidade por mais de 8 horas. Esse tempo cai para 4 horas em locais com 90 dBNA; 2 horas em locais com 95 dBNA; 1 hora aonde a intensidade chega a 100 dBNA.

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Poluição sonora

A poluição sonora é a terceira maior do planeta, só perde para a água e o ar. Pode acarretar conseqüências severas à qualidade de vida da população, afetando a saúde do indivíduo e conturbando intensamente as relações sociais.
Algumas pesquisas mostram que o ruído fora do controle constitui um dos agentes mais nocivos à saúde humana, causando perda da audição, zumbidos, distúrbios do labirinto, ansiedade, nervosismo, hipertensão arterial, gastrites, úlceras e impotência sexual.

Surdez Ocupacional

A perda auditiva induzida por ruído ocupacional (PAIRO) é um dos mais importantes problemas sociais dos trabalhadores brasileiros. A PAIRO representa hoje um dilema nacional para muitas empresas e um desafio para médicos do trabalho, otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos, engenheiros e técnicos de segurança do trabalho.
A PAIRO é particularmente ameaçadora, pois s desenvolve lentamente, e o indivíduo pode não perceber qualquer problema até que sua comunicação encontre-se bastante afetada. Ela representa um incômodo duplo, pois ao mesmo tempo em que compromete a capacidade auditiva do portador para sons ambientais, normalmente agradáveis, produz um ruído contínuo, o zumbido.

Tabela de relação entre fontes e intensidade sonodra em dB (Nível de Pressão Sonora)

Fonte sonora

Intensidade sonora (em dB NPS)

Arma de fogo

130 -140

Concerto de “rock”

110

Serra elétrica e furadeira pneumática

100 – 105

Pátio de Aeroporto Internacional (RJ)

80 -85 (Infraero)

Tráfego pesado

80

Automóvel (a 20 metros)

70

Conversação (1 metro)

60

Sala silenciosa

50

Área residencial à noite

40

Falar sussurrando

20

Tabela de relação entre fontes e tempo de exposição máxima ao ruído por dia, em horas

Tempo de exposição máxima por dia

Nível sonoro (dB)

8 horas

85

6 horas

92

4 horas

95

3 horas

97

2 horas

100

1 ½ hora

102

1 hora

105

30 minutos

110

15 minutos

115

A exposição a sons intensos é a segunda causa mais comum de deficiência auditiva. Muito se pode fazer para prevenir a perda auditiva induzida por ruído, mas pouco pode ser feito para reverter os danos que ela causa. Algumas vezes, uma simples e única exposição a um som muito intenso pode ser suficiente para levar a um dano auditivo irreversível. Isso ocorre porque o som de alta intensidade lesa as células sensoriais auditivas, causando perda auditiva proporcional ao dano gerado, podendo levar a zumbidos e distorção sonora. Os sintomas iniciais da perda auditiva induzida por ruído são sutis, começando, na maioria dos casos, pelas freqüências agudas. Conseqüentemente muitas pessoas não percebem que apresentam uma perda auditiva induzida
por ruído, pois todas as outras freqüências sonoras estão dentro da normalidade, e continuam se expondo a ele por falta de orientação ou conhecimento. Ao contrário do que muitos imaginam, a exposição a sons intensos não atinge somente profissionais que trabalham em locais com elevado nível de ruído, como indústrias ou aeroportos, mas pode acontecer numa variedade de situações, que são muito freqüentes no dia-a- dia da maioria das pessoas. Para se ter uma idéia comparativa da intensidade sonora de algumas situações/ambientes, colocamos numa tabela alguns sons ambientais aos quais nos expomos habitualmente.

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Surdez na Terceira Idade

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Vamos acabar com esse isolamento! Um grande número de idosos ouve agregado e distante da família e dos amigos por apresentar dificuldades auditivas. Com tantos recursos médicos disponíveis podemos diminuir muito esse sofrimento!

Entre todas as dificuldades que afetam a vida de um idoso, a perda auditiva é uma das mais frustrantes.
Isto porque, devido às dificuldades de comunicação, a surdez isola o idoso da sua comunidade e o afasta das pessoas que mais ama. Além disso, muitas vezes pode vir acompanhada de um zumbido permanentemente que compromete ainda mais o seu bem estar.
O problema é grave. Mais de 15 milhões de brasileiros tem problemas de audição, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Mas o que poderia ser um problema simples ganha contornos preocupantes. Cerca de 60% dos afetados NÃO RECONHECEM a doença. A falta de informação e o preconceito fazem com que a maioria demore, em média, até SEIS ANOS para tomar providência, escondendo seu problema.
O mais sensato é encaminhar o idoso para tratamento médico o quanto antes. Quanto mais o tempo passa, mais o problema pode se agravar.

Porque as pessoas perdem a audição?
Com o envelhecimento é natural algumas pessoas apresentarem algum grau de dificuldade para escuta, e isso pode piorar quando associado a outros fatores como: rolha de cera, perfurações da membrana timpânica, infecções de orelha, doenças congênitas, malformações, distúrbios de tireóide, diabetes, pressão alta, etc.

O que fazer?

  • Mesmo sem apresentar sintomas, os idosos devem consultar o médico Otorrinolaringologista para saber como estão escutando. Isso ajudará a prevenir possíveis problemas e, ao sinal de qualquer dificuldade auditiva, ela será detectada precocemente.
  • É necessário realizar um teste auditivo e outros exames para diagnosticar a deficiência.
  • Detectada a deficiência auditiva, avalia-se a necessidade e a importância do tratamento adequado, que pode ser medicamentoso, cirúrgico ou até mesmo a indicação de um aparelho auditivo.
  • É importante lembrar que o uso de um aparelho auditivo só pode ser receitado por um médico, dever ser adaptado de acordo com as necessidades específicas de cada pessoa e bem orientado quando aos cuidados com sua manutenção para que aparelhos quebrados ou mal ajustados não prejudiquem ainda mais o idoso.

Algumas dicas ajudam os familiares e amigos a melhorar a convivência com pessoas com limitações auditivas:

  • Fale pausadamente e olhe de frente para a pessoa com limitações auditivas
  • Fale pouco mais alto e NÃO GRITE.
  • Se a pessoa não compreender bem, repita o que foi dito empregando palavras diferentes. Isso aumenta a chance de compreensão.
  • Não fale gritando de outros aposentos da casa.
  • Incentive a instalação de alarmes luminosos para a campainha da casa e do telefone
  • Incentive uma avaliação médica do problema. O acompanhamento médico deve ser constante.
  • Se houver indicação médica de aparelho auditivo, estimule e usá-lo. Há aparelhos modernos, coloridos ou bem discretos. Faça com que o idoso escolha um modelo do seu gosto.

Superando preconceitos
Um dos maiores desafios em relação à solução desse problema é o preconceito que ainda envolve o uso das próteses ou aparelhos auditivos. Muitos idosos ainda guardam a imagem de equipamentos grandes e pesados, produzidos outrora, mas que nada tem em comum com os modernos aparelhos de hoje.
Atualmente, os aparelhos são quase imperceptíveis. Especialistas são unânimes em afirmar que é preciso acabar com o preconceito que rodeia o seu uso.
“Com o passar dos anos e o envelhecimento das células do ouvido, é natural perdermos lentamente a audição. De modo semelhante ao que acontece com os cabelos brancos e a dificuldade para ler, a perda da audição relacionada à idade pode ser minorada com o uso de aparelhos para audição. Os avanços tecnológicos na área médica tornaram estes aparelhos grandes aliados no processo da readaptação do indivíduo ao seu convívio social e profissional. Ainda há grande preconceito por parte dos pacientes em recorrer aos aparelhos de audição. Adiar seu uso só leva ao isolamento dos amigos e da família” afirma o Dr. Hector Onishi, coordenador da Campanha Nacional da Saúde Auditiva.

Esteja atento a esses sinais:

  • O idoso ouve a pessoa falando, mas não entende
  • O idoso não percebe alguém falando. Principalmente em ambientes ruidosos.
  • Alterações como depressão, embaraço, frustração, raiva e medo causadas por incapacidade de comunicar-se com os outros.
  • Isolamento social, a interação com família, amigos e comunidade é seriamente afetada.
  • Intolerância (irritação) a sons de moderada à alta intensidade (principalmente agudos). Se a pessoa fala baixo, o idoso não ouve. Se grita, o idoso se incomoda.
  • Problemas de alerta e defesa, incapacidade para ouvir pessoas e veículos aproximando-se, panelas fervendo, alarmes, telefone, campainha de porta, anúncios de emergência em rádio e TV.


Alguns dos materiais aqui apresentados foram extraídos do portal do site Saúde Auditiva.


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